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Não basta cruzar os braços e chamar-lhe oportunidade única.

  • Foto do escritor: Guilherme Jasmins
    Guilherme Jasmins
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura
Guilherme Jasmins - Founder do Jasmins Studio na Ilha da Madeira

Quase todas as imobiliárias do Funchal comunicam da mesma forma: agente de braços cruzados à porta do imóvel, fotografia de drone ao entardecer, legenda com “oportunidade única”, ficha técnica no primeiro comentário. Se todas publicam o mesmo formato, tapar o nome da agência deixa de fazer diferença — ninguém sabe de quem é aquele post só por olhar para ele.


A consequência é previsível: como a comunicação online não dá argumento nenhum para diferenciar, quem decide entre agências decide por outros fatores que a agência não controla — recomendação de terceiros, primeira impressão numa visita, coincidência de estar mais visível num anúncio pago naquele dia. A comunicação deixou de pesar na decisão, precisamente porque é indistinguível de qualquer outra.


Há uma segunda via: comunicar critério e especialização, não o imóvel do dia.


O que realmente diferencia um agente

Não é tentar vender casas a toda a gente. É escolher uma área de atuação — um tipo de imóvel, uma zona específica, um perfil de comprador — e construir marca pessoal à volta desse conhecimento. Know-how visível, mesmo que estreito, comunica mais confiança do que um portefólio genérico que tenta agradar a todos e por isso não fala com ninguém em particular.


Mostrar o processo, não só o produto

A prescrição: o processo de negociação, os critérios usados para aceitar um imóvel em carteira, os erros mais comuns de quem compra casa na Madeira pela primeira vez — sobretudo compradores estrangeiros a lidar com um mercado insular com dinâmica própria, onde os preços variam de forma acentuada entre concelhos vizinhos. Este é conteúdo que nenhuma outra agência publica da mesma forma, porque depende de experiência real, não de um banco de imagens.


A escolha é entre ser mais uma montra ou ser uma referência

Continuar a publicar o mesmo formato que toda a gente publica, e competir por fatores fora do controlo da agência. Ou mostrar o critério com que se trabalha, e deixar que seja esse critério — não a fotografia de drone — a construir reconhecimento ao longo do tempo. A fotografia impressiona uma vez. O critério lembra-se.

 
 
 

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