Não há génios criativos às três da manhã. Há processo.

Muita gente imagina que uma boa estratégia de conteúdo nasce de um momento de inspiração, uma ideia brilhante que aparece de repente e resolve tudo. Não é assim que funciona, e quem trabalha à espera dessa inspiração acaba com uma comunicação inconsistente: um mês de produção intensa, seguido de silêncio até a próxima ideia aparecer.
A pergunta mais frequente de quem pondera trabalhar comigo não é “quanto custa”, é “como é que isto funciona, na prática”. E a resposta diz mais sobre o que esperar do que qualquer exemplo de trabalho isolado.
Há uma segunda via, mais lenta a arrancar e muito mais fácil de sustentar: processo, não inspiração.
O ponto de partida nunca é a rede social
Antes de se falar de Instagram, Facebook ou qualquer plataforma, o trabalho começa por perceber o negócio: quem é o público real, o que já funciona presencialmente e ainda não está refletido online, o que distingue esta marca de outras no mesmo setor. O resultado não é uma ideia vaga de direção, é um documento concreto, com pilares de conteúdo definidos, tom de voz especificado, objetivos claros por plataforma.
O processo, passo a passo
Definida a estratégia, o ciclo segue uma ordem fixa: o plano editorial é enviado ao cliente para aprovação; segue-se o desenvolvimento dos conteúdos — design e multimédia — pela equipa própria; depois, o calendário de publicações é enviado com todas as publicações, respetivas descrições e datas definidas; o cliente aprova; só então se publica. A cada trimestre, um relatório de desempenho fecha o ciclo e ajusta os pilares de conteúdo.
O que isto exige do teu lado
Praticamente nada, e é essa a intenção. Um cliente meu gasta, em média, entre 30 a 60 minutos por mês com as suas redes sociais: o tempo de rever e aprovar o plano editorial e o calendário. O resto é connosco.
A escolha é entre depender de inspiração ou confiar num processo
Esperar pela ideia brilhante, e viver de picos seguidos de silêncio. Ou seguir um processo que não depende de estar inspirado numa terça-feira à tarde, e que, por isso, produz o mesmo nível de consistência todos os meses, com ou sem inspiração à vista.



Comentários