top of page

Contabilidade e direito sem precisar de um dicionário

  • Foto do escritor: Guilherme Jasmins
    Guilherme Jasmins
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura
Guilherme Jasmins, founder do Jasmins Studio na Ilha da Madeira

A maioria dos escritórios de contabilidade na Madeira comunica em português técnico, denso, cheio de termos que só fazem sentido para quem já trabalha na área. Não é falta de cuidado — é hábito de quem domina tanto o assunto que esquece que o cliente não domina. O resultado é sempre o mesmo: o cliente sai de uma reunião, ou lê um e-mail, sem perceber metade do que lhe foi dito, e não se sente à vontade para admitir isso ou pedir para repetir.


Continuar a comunicar assim tem um custo silencioso: cria distância exatamente onde devia haver confiança. E com a Madeira a receber cada vez mais estrangeiros — trabalho remoto, reforma, mudança de vida — esse hiato entre linguagem técnica e compreensão real só tende a aumentar, porque às dúvidas sobre fiscalidade portuguesa somam-se dúvidas sobre imigração e residência fiscal, um sistema inteiro que ainda desconhecem.


Há uma segunda via: comunicar de forma que qualquer leigo entenda, sem simplificar o trabalho em si.


O que realmente separa um escritório de outro

Não é a lista de serviços — quase todos oferecem os mesmos. É a capacidade de traduzir assuntos técnicos e profissionais para quem não é da área, sem recorrer a termos que só um colega de profissão entenderia. Fazemos isto, e continuamos a fazer, também para áreas muito específicas fora da contabilidade: ter um processo e uma abordagem já definida para cada assunto é o que permite demonstrar que se sabe, sem esconder esse saber atrás de jargão. E é precisamente por se dominar por completo a linguagem técnica que se consegue traduzi-la — quem não domina bem um assunto raramente o consegue explicar de forma simples.


Falar com quem ainda está a decidir

A prescrição: tratar contabilidade, fiscalidade e apoio à imigração como etapas do mesmo percurso, não como três serviços separados numa lista — e responder a perguntas reais de quem está de fora a olhar para dentro, ainda a tentar perceber se a mudança faz sentido. Isto posiciona o escritório como referência antes de o processo sequer começar.


A escolha é entre um público a encolher e um público a crescer

Continuar a falar só para quem já é de cá, disputando um mercado local que não está a aumentar. Ou abrir a comunicação para quem está a chegar, e tornar-se a referência de um segmento que só vai continuar a crescer nos próximos anos. A segunda opção exige simplificar o jargão. Compensa não ter de o fazer duas vezes.

 
 
 

Comentários


bottom of page